9 de julho de 2008

Invenção barateia reciclagem de resíduos da construção civil

Fonte: Canal Executivo.
Um novo método para aproveitamento dos resíduos de construção civil e demolição (RCD), 50% mais barato e com consumo de energia 80% menor. Esse é o principal resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da USP (Poli/USP), do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O novo método dispensa a britagem do material a ser reciclado, o que barateia o processo e torna viável a instalação de pequenas usinas de reaproveitamento dos RCD. O método é tão inovador, que está sendo patenteado.
Segundo o professor Vanderley John, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, um dos integrantes da equipe que realizou o estudo, a tecnologia desenvolvida possibilita que usinas de reciclagem simplifiquem a produção de matéria-prima para bases e sub-bases de pavimentação a partir de resíduos da construção civil.
“Atualmente, a reciclagem de RCD passa necessariamente pela britagem (quebra dos resíduos em pedaços pequenos, com no máximo 63 milímetros de diâmetro)”, explica. “Isso encarece o processo, pois o britador representa mais da metade do investimento total da montagem de uma usina de reciclagem. O novo método reduz os investimentos iniciais e simplifica a operação das centrais de reciclagem, o que torna viável um maior número de centrais de reciclagem públicas ou privadas.”
A nova tecnologia está baseada nos resultados de uma pesquisa com amostras representativas de resíduos coletados em três cidades: Macaé (RJ), Maceió (AL) e São Paulo (SP). “Coletamos 20 toneladas de resíduos dessas três cidades”, explica John. “E constatamos que cerca da metade dos resíduos tinha tamanho inferior a 63 milímetros; ou seja, poderiam ser aplicados diretamente na composição de pavimentos, sem necessidade da britagem”, acrescenta.
Esta constatação levou a equipe a propor uma forma extremamente simples de transformar resíduos em agregados: separação manual do material indesejável ao processo, seguido de peneiramento na bitola de 60 mm e de uma nova remoção manual dos contaminantes (madeira, papel, cerâmica), remanescentes da fração abaixo de 63 mm, que será comercializada como agregado de pavimentação.
Segundo John, o novo método poderá ser aplicado em ambientes urbanos e adotado por prefeituras, cooperativas ou empreendimentos privados. “A redução dos investimentos iniciais, dos custos e da complexidade de operação facilita a introdução da reciclagem, inclusive porque reduz os riscos. Assim, esperamos que essa tecnologia possibilite a ampliação do número de usinas e a margem de lucro desse novo negócio”, ressalta. Em conseqüência, evita-se a deposição ilegal desses resíduos nas margens de ruas e rios, reduzindo os impactos ambientais, além de minimizar os gastos das prefeituras com a gestão deles.
A nova tecnologia tem várias outras vantagens, a exemplo da redução do consumo de energia elétrica (60% a 80%) em relação ao sistema de reciclagem tradicional com britagem. “O novo método também torna possível a implantação das usinas nas proximidades do mercado consumidor, o que significa menores distâncias de transporte, que corresponde a dois terços do preço final do produto”, diz. Outra vantagem é que o sistema reduz de forma significativa a emissão de material particulado e principalmente de ruídos na operação de britagem. Assim, alternativas de desenvolvimento sustentável são incentivadas.
Além do professor Vanderley John, entre os pesquisadores da Poli também participaram da pesquisa o professor Artur Pinto Chaves e a pesquisadora Carina Ulsen, ambos do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo, e os pesquisadores Francisco Mariano Sérgio Ângulo (atualmente no IPT).
Serviço:
A nova tecnologia de reciclagem de RCD será apresentada no próximo dia 28 de abril, durante a Conferência sobre Resíduos de Construção e Demolição (RCD) como Material de Construção, que será realizada em São Paulo, no auditório “Prof. Francisco Romeu Landi”, do prédio da Administração da Poli (Avenida Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380, Cidade Universitária, São Paulo). Mais informações sobre o evento: http://rcd08.pcc.usp.br/.

8 de julho de 2008

G8 concorda em reduzir emissões de CO2 pela metade em 2050

Fonte: Folha Online

O G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) reconheceu a necessidade de reduzir em 50% as emissões de CO2 na atmosfera no ano 2050, uma medida para combater a mudança climática. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, cujo país sedia a reunião anual do grupo.

Os líderes dos países mais ricos do mundo, que têm posições diferentes sobre a luta contra o aquecimento global, pediram também a cooperação dos maiores emissores de CO2 --entre eles EUA, China e Índia-- para chegar a essa meta.

G8 concordou em reduzir emissões de CO2, medida que sempre foi rejeitada pelos EUA; agora, país vê "avanço significativo" no acordo

As conversas --realizadas entre os representantes de Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia-- sobre o meio ambiente foram consideradas "excelentes" e levaram a um "avanço significativo", afirmou um porta-voz do governo dos Estados Unidos.

Os líderes pediram que as economias emergentes "considerarem seriamente" a redução em 50% da emissão dos gases poluentes para 2050, e ressaltam que o êxito "só será possível com a determinação comum de todas as principais economias", disse o americano.

A mudança climática é um dos principais assuntos da reunião anual mantida pelos líderes dos países mais ricos do mundo, em Hokkaido (Japão). O aquecimento é discutido em meio à estagnação da economia mundial, à crescente pressão inflacionária, à alta do preço do petróleo e à crise alimentícia.

Acordo

Nesta segunda-feira, os EUA declararam que qualquer pacto deveria incluir as grandes economias emergentes, como China e Índia.

Em coletiva de imprensa, o presidente do Conselho para a Qualidade do Meio Ambiente (CEQ, em inglês) da Casa Branca, James Connaughton, disse já ter indicado que seu país poderia adotar "a meta de 50% até 2050".

"Cremos que conseguimos bons progressos, e por isso esperamos que a declaração os reflita", disse Connaughton, que afirmou ser necessário, entre outras coisas, estabelecer um sistema comum para medir os cortes de emissões.

A Comissão Européia pediu ontem aos líderes do G8 para que se comprometessem a antecipar as metas de reduções das emissões de gases causadores do efeito estufa.

O presidente da comissão, José Manuel Barroso, se mostrou confiante em que os países do G8 concordassem em estabelecer suas próprias metas no médio prazo. "Se conseguirmos um compromisso no longo prazo para reduzir em 50% as emissões de gases até 2050, e um princípio de acordo sobre a redução no médio prazo, poderemos falar de êxito", disse.

Sem sucesso

No último encontro do G8, realizado há um ano em Heiligendamm (Alemanha), os líderes não chegaram a um acordo sobre um objetivo de longo prazo para a redução dos gases que causam o efeito estufa.

O máximo que conseguiram foi a promessa de que estudariam "seriamente" as decisões já tomadas por União Européia (UE), Canadá e Japão, "que incluem a redução pela metade das emissões de CO2 na atmosfera para 2050".

"Vamos trabalhar para alcançar compromissos reais nesta Cúpula do G8, não só a fim de reforçar as metas alcançadas no ano passado, mas também visando a um compromisso a médio prazo", apontou Barroso.

A UE, que concordou com a redução das emissões de gases em pelo menos 20% em relação aos níveis de 1990, quer um compromisso similar dos países que mais poluem --entre eles os Estados Unidos, país que não assinou o Protocolo de Kyoto.
Barroso, no entanto, admitiu que seria improvável a aprovação de um acordo "numérico" sobre prazos de redução de gases a médio prazo.

Biocombustíveis

Ontem, no primeiro dia de cúpula, a atual crise dos alimentos, com o crescimento da demanda e dos preços, dominou a pauta, e os biocombustíveis foram novamente tratados como peça-chave da crise --mas com ressalvas para o produto feito à base de cana.

Lula desembarca no Japão para participar do encontro do G8; brasileiro defenderá o álcool
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta terça-feira ao Japão para participar da cúpula. No encontro, Lula defenderá o álcool brasileiro e pedirá aos países industrializados que assumam mais responsabilidades diante do aquecimento do planeta.

"O Brasil não aceitará este argumento de que o álcool provoca a inflação dos alimentos. Estou indo ao Japão, à reunião do G8, apenas para isto", afirmou Lula no Brasil, antes de partir.
André Amado, embaixador do Brasil no Japão, destacou que "os biocombustíveis são decisivos no combate ao aquecimento global (...). Tudo isto, como demonstra a experiência brasileira, sem colocar em risco a área agrícola reservada à produção de alimentos ou a floresta tropical".

Em uma carta divulgada nesta terça, as principais associações de produtores de álcool combustível de Brasil, Canadá, Estados Unidos e Europa exigiram dos chefes de Estado e de governo do G8 que considerem os biocombustíveis como parte da solução para a "dependência mundial do petróleo".

Os produtores pediram a adoção de uma "postura de longo prazo em relação aos biocombustíveis para reduzir a demanda e a acentuada alta dos preços dos derivados de petróleo", informou a União Industrial de Cana-de-Açúcar do Brasil (Unica).

Alimentos e petróleo

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse na segunda-feira que o G8 analisará a meta de que "nenhum alimento seja substituído por biocombustíveis". "O objetivo é trabalhar em uma segunda geração de biocombustíveis, e isto deve refletir no documento" final da Cúpula.

Manifestantes realizam protesto com balões de gás representando as emissões de CO2
Um estudo divulgado pelo Banco Mundial na semana passada diz que, nos últimos três anos, cinco milhões de hectares de terras aráveis que poderiam ter sido usados para plantação de trigo foram destinadas à produção de colza e girassol para biocombustíveis.

Hoje o grupo voltou a expressar sua preocupação com o alto preço dos alimentos, e com as conseqüentes pressões inflacionárias que representam "um sério desafio" para a economia mundial.

Além disso, a reunião destacou o temor com a alta do petróleo. Os países se disseram dispostos a aumentar seus "esforços" para combater a escalada do barril de petróleo, que chegou a ser negociado a um preço recorde de US$ 145, segundo um porta-voz da Presidência japonesa.

Indicaram que essa situação, unida aos altos preços dos alimentos e das matérias-primas, representam um "sério risco" para o crescimento mundial, mas precisaram que "não são pessimistas" sobre a situação econômica.

7 de julho de 2008

Trabalhar fora x comer bem

Por Cesar Candido dos Santos (site UOL Saúde)
Como obter uma alimentação balanceada durante a jornada de trabalho, incluindo almoço, lanches e cafezinhos.
Devido à rotina do trabalho, são raras as pessoas que têm o privilégio de fazer suas refeições em casa. Mas comer fora não pode ser uma desculpa ou empecilho para manter a alimentação equilibrada e o corpo saudável. Por isso, é importante tomar alguns cuidados e não cometer exageros. Só assim, o almoço no restaurante, o sanduíche na lanchonete ou a comida pedida pelo telefone não começam a acarretar aumento de peso ou do colesterol e traga, ainda, outras complicações para a saúde.
“Depende muito de cada um, mas é possível comer bem fora de casa. Na rua, existem as opções saudáveis e as besteiras, basta a pessoa se policiar e saber o que é certo e o que é errado”, afirmou Luiz Ricardo, nutricionista do Nutrição Fácil. A escolha do localO primeiro requisito para comer bem é a escolha do restaurante.
Procure os locais com perfeitas condições de higiene e evite estabelecimentos “desertos”, pois o constante movimento de clientes sugere que exista uma rotação adequada dos alimentos e comidas sempre frescas. Caso o restaurante não inspire muita confiança e não haja alternativa, evite pratos que apresentem perigo de provocar intoxicação, como os que contêm ovos, maionese e cremes, as carnes mal passadas, os crustáceos (camarão, siri) e as saladas cruas.Monte seu pratoNos restaurantes self-service ou por quilo, a variedade de alimentos oferecidos é imensa.
Por isso, é preciso tomar cuidado na hora de montar o prato. Procure ver todas as opções antes, e evite pegar um pouquinho de cada coisa para não exagerar na quantidade de comida. Escolha sempre um alimento de cada grupo. Uma porção de salada, de legumes, de cereais e de proteína. Tome cuidado para não misturar fontes do mesmo nutriente. Por exemplo: dois carboidratos (massa e arroz) ou duas proteínas (frango e carne vermelha).
Lembre-se sempre que os legumes e verduras são as opções mais saudáveis, ao contrário dos molhos muito incrementados ou cremes, pois costumam ser altamente calóricos.“É preciso tomar cuidado com os restaurantes por quilo, pois eles possuem muitas opções saudáveis, mas também têm muitos alimentos gordurosos, frituras.
Eles precisam agradar a todos os gostos, e as pessoas é que devem distinguir o que é o certo e o que é o errado para se comer com freqüência”, alertou Mônica Rangel, nutricionista graduada pela Universidade de São Paulo (USP).
“Às vezes, é difícil se controlar no meio de tantas opções gostosas. Tem dia que não dá para evitar e acabo pegando um monte de coisa, o prato fica pesado. Mas, na maioria das vezes, escolho sempre o que é mais saudável”, disse Renata Siqueira, 39 anos, comerciante. Nos restaurantes à la carte ou nos que servem o tradicional “PF”, opte pelas carnes grelhadas, e procure adaptar os pratos para que eles se tornem menos calóricos e gordurosos. Troque as batatas fritas pelas cozidas ou o purê, e a salada de maionese pela de tomate e folhas.Não consuma alimentos excessivamente gordurosos na mesma refeição, pois as gorduras demoram mais para serem digeridas, e isso pode provocar sonolência e atrapalhar o rendimento no trabalho.
Sempre que for beber algo para acompanhar as refeições, prefira os sucos naturais e evite exceder um copo para não prejudicar a digestão dos alimentos. LanchesNão é recomendado substituir as refeições por lanches, pois estes além de serem calóricos nem sempre conseguem suprir as necessidades nutricionais do nosso organismo. Mas como ninguém é de ferro, eles podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, desde que os ingredientes não sejam tão ricos em gordura. Por isso, evite os que possuem bacon, salame, presunto, maionese, queijos amarelos, catupiry e molhos cremosos.
“Na semana, o ideal é comer direito, comer comida. Os lanches podem ficar para os finais de semana, de preferência a cada 15 dias. Não é preciso se privar deste tipo de alimento. Basta apenas saber se controlar, pois o consumo deles não pode virar um hábito”, orientou Luiz Ricardo. Coma durante o expediente.
O ideal é nunca ficar durante um longo período sem ingerir alimentos. O mais aconselhável é fazer pequenas “pausas” durante o trabalho para comer algo. Faça lanches com frutas frescas ou secas, pão integral com queijo branco, iogurte light com fruta ou cereal, biscoitos integrais ou barras de cereais, e nunca esqueça de tomar cuidado com a quantidade de açúcar no tradicional cafezinho ou nos chás. “Para comer bem fora de casa é preciso ter um pouco de dedicação, levar para o trabalho frutas, lanches ou castanhas.
Não é bom ficar mais de quatro horas sem comer, mas também é preciso evitar o pão de queijo e o croissant da padaria da esquina”, completou Mônica.

3 de julho de 2008

02 de Julho: Dia do Bombeiro Brasileiro

Fonte: MTEBrasília/DF

Em 2 de julho de 1856, Dom Pedro II assinou Decreto Imperial que regulamentava pela primeira vez a profissão de bombeiro no país. Nesta data, foi instalado o primeiro serviço organizado de bombeiros na capital do Império, criado a partir do modelo francês, instalado por Napoleão Bonaparte em 1811.

Antes disso, a importante missão de acabar com incêndios no Brasil se dava por iniciativa de toda a população. Um sino de alerta tocava e homens, mulheres e crianças - sem nenhum tipo de treinamento - ficavam em fila ao lado de poços de água e, com baldes nas mãos, tentavam chegar ao local que ardia em chamas. Já no tempo da República, em 1954, decreto presidencial confirmou o 2 de Julho como sendo a data dedicada à homenagear os bombeiros.A preocupação em combater o fogo é antiga na história do homem.

Já no século XVII a.C., o Imperador Hamurabi incluiu em seu famoso código as primeiras normas de prevenção contra incêndio.De lá para cá, muito evoluiu a profissão e as exigências em relação ao bombeiro brasileiro. De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), estatística do Ministério do Trabalho e Emprego, havia 13.273 bombeiros no país (categorias bombeiro de aérodromo, bombeiro de segurança e salva-vida).

Destes, 12.784 (ou 96%) são do sexo masculino. A renda média mensal estava em R$ 1.004,54 naquele ano, contra R$ 939,77 em 2003. Todos os anos, os estabelecimentos do país fornecem os dados da Rais aos MTE, e 2006 é a estatística mais recente que o Ministério possui.

Atribuições

De acordo com Classificação Brasileira de Ocupações, é função dos bombeiros previnir situações de risco e executar salvamentos terrestres, aquáticos e em altura, protegendo pessoas e patrimônios de incêndios, explosões, vazamentos, afogamentos ou qualquer outra situação de emergência, com o objetivo de salvar e resgatar vidas; prestar primeiros socorros, verificando o estado da vítima para realizar o procedimento adequado; realizar cursos e campanhas educativas, formando e treinando equipes, brigadas e corpo voluntário de emergência.

Formação e experiência

Requer-se do bombeiro de segurança do trabalho e do salva-vidas o ensino fundamental completo, e do bombeiro aeródromo, o ensino médio completo. Exige-se curso básico de qualificação de 200 a 400 horas-aula para todos. Os salva-vidas civis, que atuam na orla marítima, costumam receber treinamento dado por Salva-vidas da Polícia Militar.

Competências pessoais

Acalmar vítima; especializar-se profissionalmente; utilizar técnicas de salvamento e combate a incêndios; elaborar estatísticas; apoiar instituições de combate a incêndio; trabalhar em equipe; zelar pelo meio ambiente; proteger patrimônio; requalificar-se profissionalmente; demonstrar prontidão; manter controle emocional; relacionar-se com a comunidade; demonstrar solidariedade e humanidade; trabalhar com ética; operacionalizar viaturas e embarcações; nadar com destreza; demonstrar resistência a fadiga; revelar coragem e inspirar confiança.

28 de junho de 2008

Estilo de vida: prevenção contra o câncer

Quimioterapia não é o único tratamento para combater o câncer.

O estilo de vida, baseado em alimentação saudável, suplementos e exercícios físicos ajudam a prevenir a multiplicação das células cancerosas.

Especialistas do John Hopinkins Hospital, uma das maiores instituições médicas americanas, acabam de publicar o seguinte guia para ajudar as pessoas a evitarem o câncer:

1. Todas as pessoas têm células cancerosas no corpo. Estas células não aparecem nos testes-padrão até que tenham se multiplicado e atingido o número de alguns bilhões. Quando os médicos dizem aos pacientes de câncer que não há mais células cancerosas nos seus corpos depois do tratamento, isto quer apenas dizer que os testes são incapazes de detectar as células cancerosas porque não atingiram o número detectável.

2. Células cancerosas ocorrem de 6 a mais de 10 vezes ao longo da vida das pessoas.

3. Quando o sistema imunológico da pessoa está forte, as células cancerosas são destruídas e impedidas de se multiplicar e formar tumores.

4. Quando uma pessoa tem câncer, isto indica que ela tem múltiplas deficiências nutricionais. Estas podem ser decorrentes de fatores genéticos, do meio ambiente, da alimentação e do estilo de vida.

5. Para superar as múltiplas deficiências nutricionais, mudanças na dieta e a inclusão de suplementos fortificarão o sistema imunológico.

6. Quimioterapia envolve o envenenamento das células cancerosas de rápido crescimento e também destrói células saudáveis também de rápido crescimento da medula óssea, do trato gastrointestinal etc, e causar danos a órgãos como o fígado, os rins, coração, pulmões etc.

7. A radiação enquanto destrói células cancerosas, também queima, deixa cicatrizes e danifica células sadias, tecidos e órgãos.

8. Os tratamentos iniciais com quimioterapia e radiação freqüentemente reduzirão o tamanho do tumor. Contudo, o uso prolongado da quimioterapia e da radiação não resultará em maior destruição do tumor.

9. Quando o corpo tem uma carga muito grande de toxinas da quimioterapia e da radiação, o sistema imunológico é ou comprometido, ou destruído. Em conseqüência a pessoa pode sucumbir por várias espécies de infecções e complicações.

10. Quimioterapia e radiação podem ocasionarmut ações nas células cancerosas, tornando-as resistentes e difíceis destruir. A Cirurgia também pode espalhar as células cancerosas para outros lugares.

11. Um meio eficaz de combater o câncer é fazer as células cancerosas passarem fome, não lhes dando os alimentos de que necessitam para se multiplicar.

AS CÉLULAS CANCEROSAS SE ALIMENTAM DE:

1. O açúcar é um alimentador de câncer. Ao eliminar o açúcar é cortada uma importante fonte de alimentação para as células do câncer. Substitutivos do açúcar como Nutra Sweet, Equal, Spoonful, etc são feitos com Aspartame que é prejudicial. Um substituto natural melhor seria mel Manuka ou melado, mas somente em pequenas quantidades. Sal de mesa tem uma substância química adicionada para lhe dar a cor branca. Melhor alternativa é ´Bragg's aminous (?) ou sal marinho.

2. O leite faz o corpo produzir muco, especialmente no trato gastro-intestinal. O câncer se alimenta de muco. Cortar o leite e substituí-lo por leite de soja sem açúcar faz com que as células do câncer morram de fome.

3. As células de câncer prosperam em ambientes ácidos. Uma dieta a base de carne é ácida e é melhor comer peixe e galeto em vez de carne de vaca ou de porco. Carne bovina também contém antibióticos para o gado, hormônio do crescimento e parasitas, que são prejudiciais, especialmente para pessoas com câncer.

4. Uma dieta com 80% de vegetais frescos e sucos, grãos integrais, sementes, nozes e um pouco de frutas ajuda a colocar o corpo num ambiente alcalino. Cerca de 20% podem ser de alimentos cozidos inclusive feijões. Sucos de vegetais frescos proporcionam enzimas vivas que são facilmente absorvidas e descem até o nível celular dentro de 15 minutos para nutrir e estimular o crescimento das células sadias. Para obter enzimas vivas para formar células sadias experimente e beba sucos de vegetais frescos (a maioria dos vegetais inclusive brotos de feijão) e coma alguns vegetais crus 2 ou 3 vezes ao dia. As enzimas são destruídas a temperatura de 40º C (104° F).

5. Evite café, chá e chocolate, que contêm muita cafeína. Quanto à água - é melhor tomar água purificada, ou filtrada, para evitar toxinas conhecidas e metais pesados da água de torneira. Água destilada é ácida, evite-a.

6. A proteína da carne é de difícil digestão e exige um monte de enzimas digestivas. Carne não digerida ao permanecer no intestino apodrece e conduz a um aumento das toxinas.

7. As paredes das células cancerosas têm uma cobertura de proteína dura. Evitar ou comer menos carne libera mais enzimas para atacar as paredes de proteínas das células cancerosas e possibilita que as células matadoras do corpo destruam as células cancerosas.

8. Alguns suplementos constroem o sistema imunológico (IP6, Flor-ssence, Essiac (???), antioxidantes, vitaminas, minerais EFAs (?) etc.) para possibilitar que às células matadoras do próprio corpo destruir as células cancerosas. Outros suplementos, como a vitamina E, são conhecidos por acarretar apoptose, ou seja morte programada de células, método normal do corpo de desfazer-se de células danificadas, indesejadas ou desnecessárias.

9. O câncer é uma doença da mente, do corpo e do espírito. Um espírito preventivo e positivo ajudará ao guerreiro do câncer a ser um sobrevivente. A ira, o não perdoar e a amargura colocam o corpo num ambiente de tensão e acidez. Aprenda a ter um espírito amoroso e de perdão. Aprenda a relaxar e desfrutar da vida.

10. As células cancerosas não prosperam em um ambiente oxigenado. Exercícios diários e respiração profunda ajudam a proporcionar mais oxigênio para o nível celular. A terapia com oxigênio é outro meio empregado para destruir células cancerosas.

Nenhum recipiente de plástico no microondas.

Nenhuma garrafa de água no 'freezer'.

Nenhum envoltório de plástico em microondas.

John Hopkins recentemente mandou isto em um dos seus comunicados à imprensa. Esta informação está também circulando no Centro Médico Walter Reed, do Exército.

A substância química dioxina causa câncer, especialmente câncer do seio.

As dioxinas são altamente venenosas para as células dos nossos corpos.

Não congele garrafas plásticas com água, pois isto libera dioxinas do plástico.

Recentemente o Dr Edward Fujimoto, Gerente do Programa de Bem-Estardo Hospital Castle, esteve num programa de TV para explicar este risco para a saúde. Ele falou sobre as dioxinas e o quanto elas são ruins para nós. Ele disse que não devemos aquecer nossos alimentos no microondas usando vasilhas de plástico.

Isto se aplica especialmente para os alimentos que contenham gordura. Ele disse que a combinação de gordura, alta temperatura e plásticos libera dioxinas para os alimentos e, finalmente, para dentro das células do corpo.

Em lugar dos plásticos ele recomenda usar vidro, tais como Corning Ware, Pyrex ou vasilhas de cerâmica para aquecer os alimentos.

Obtém-se os mesmos resultados, mas sem a dioxina Para coisas como receitas de TV (TV dinners), macarrão de cozimento rápido e sopas, etc., eles devem ser removidos da embalagem e aquecidos em outro recipiente.

Papel não é ruim, mas não se sabe o que o papel contém. Simplesmente, é mais seguro usar vidro temperado. Ele nos lembra que algum tempo atrás, alguns dos restaurantes de comida rápida (fast food) abandonaram recipientes de espuma e passaram para papel. O problema das dioxinas foi uma das razões.

Ele também ressaltou que envoltório plástico, como o filme plástico, é também tão perigoso quando colocados sobre os alimentos a serem cozidos em microondas. Com o alimento sob a ação da microonda, a alta temperatura acarreta que efetivamente toxinas venenosas evaporem do envoltório plático penetrem no alimento. Como substituto, cubra o alimento com toalha de papel.

27 de junho de 2008

Doença de Crohn e o Fator Emocional

© Equipe Editorial Bibliomed

Graças à íntima relação entre o corpo e a mente, o estresse emocional pode influenciar a evolução da Doença de Crohn (DC) e seus sintomas.

A DC não é causada pelo estresse emocional, mas alguns pesquisadores afirmam que situações de grande ansiedade são responsáveis por boa parte das crises. Outros especialistas afirmam que os sintomas emocionais provavelmente são manifestações associadas à própria doença em si. De qualquer forma, não é de surpreender que as pessoas portadoras da doença afirmem que o fator emocional é um indicador importante da sua qualidade de vida.
A compreensão e o suporte emocional adequados são essenciais para lidar com a DC. Apesar da psicoterapia não estar formalmente indicada para todos os casos, a maioria dos pacientes se beneficia da avaliação com um psicoterapeuta especializado em lidar com doenças crônicas de um modo geral.
As técnicas para gerenciar as manifestações da DC podem assumir várias formas. As crises de diarréia, cólicas e gases podem fazer com que as pessoas afetadas passem a sentir medo de estarem em lugares públicos. Nestes casos, um bom planejamento pode fazer toda a diferença. Por exemplo, você pode descobrir onde ficam os toaletes nos restaurantes, shoppings e cinemas antecipadamente, facilitando o acesso na eventualidade de uma crise. Alguns pacientes acham prudente carregar consigo roupas extras e um rolo de papel higiênico para as emergências.
A aceitação do diagnóstico de DC pode acarretar uma série de emoções, desde raiva até uma falsa sensação de alívio por finalmente saber o que está acontecendo. O mais importante é não se perder em sentimentos negativos, de autopiedade, culpa ou solidão.
Apesar da DC ser uma doença crônica com muitas complicações, ela não é considerada fatal e muitas pessoas acometidas são capazes de continuar levando uma vida produtiva e repleta de realizações, ainda que vez ou outra sejam necessárias hospitalizações para tratar crises mais severas.
Para lidar de modo positivo com o fator emocional, é essencial que você continue tentando levar sua vida do modo mais habitual possível. Alguns dias parecerão mais difíceis que outros, e a melhor receita para todos eles é exercer um papel ativo no seu tratamento.
Conversar com seu médico e buscar informações detalhadas sobre a doença são armas poderosas para vencer o medo do desconhecido. Além disso, você pode empregar algumas dicas valiosas para reduzir a carga emocional e lidar melhor com o estresse associado à DC:
- Durma: por mais contraditório que possa parecer, os cientistas já provaram que dormir ajuda a resolver problemas. Isso porque seu cérebro não pára e, durante o sono, ele se sente mais livre para procurar novas conexões neuronais - e em uma delas pode estar aquela solução que você tanto procurava!
- Alimente-se direito: tome bastante líquido e siga uma rotina alimentar baseada em frutas, vegetais, legumes e carnes brancas.
- Pratique exercícios regularmente: os exercícios melhoram a saúde física e mental.
- Tenha Hobbies: eles relaxam e distraem ao mesmo tempo em que estimulam e organizam seu mundo interior.
- Estimule sua mente: uma situação estressante não é uma ameaça, mas um desafio para o seu raciocínio. Considere seu cérebro como o músculo mais especializado do seu corpo. Não o deixe atrofiar por falta de estímulo!
- Processe suas emoções: ao sentir uma emoção forte que poderá repercutir sobre você de modo negativo, guarde-a para si por alguns segundos, minutos, horas ou mesmo dias, até ser capaz de fazer uma análise mais racional do que ocorreu.
- E acredite em algo: pessoas "espirituais" tendem a ser mais saudáveis que pessoas "não-espirituais". A prece e a meditação são ferramentas úteis para aliviar o estresse, e nos dão uma consciência mais serena sobre quem somos, quais são os nossos limites e o que realmente tem importância nessa vida.

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26 de junho de 2008

Companhia Siderúrgica Nacional anuncia instalação em Suape

Um acordo fechado na tarde desta quinta (26) entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Enéas Freire, garantiu a vinda de uma instalação da empresa para o porto de Suape.

A siderúrgica vai produzir aços longos e planos, para serem usados na construção civil e em indústrias. As obras devem começar em um ano e o investimento total chega a R$ 10 bilhões.

De acordo com o governo, a iniciativa deve trazer cinco mil empregos para o estado.

da Redação do pe360graus.com

20 de junho de 2008

Adicional de periculosidade só é recebido se há risco

Fonte: Revista Consultor Jurídico.
Se o trabalhador não está mais sujeito a riscos, não há porque a empresa manter o adicional de periculosidade. A eliminação do adicional não significa redução de salário. A constatação é da 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o recurso de um empregado da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

O empregado alegou que foi trocado de função por perseguição da empresa e pedia, além da incorporação do adicional ao salário, indenização por dano moral.
"Evidentemente que se o empregado recebe o adicional mensalmente, essas parcelas repercutem no cálculo das horas extras, por exemplo, mesmo porque se pressupõe que o trabalho suplementar foi realizado sob as mesmas condições de risco. Entretanto, não se trata aqui de garantir a incorporação da parcela, uma vez que, cessadas as condições especiais de trabalho, o pagamento não será mais devido", explicou o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator do recurso.
O ministro informou, ainda, que o adicional de periculosidade não é abordado no artigo 457, da CLT, que trata de comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. "Não há como garantir ao empregado a incorporação do adicional na remuneração", explicou.
Remanejado depois de mais de 10 anos de exercício de atividades enquadradas como de risco, o empregado argumentava que o adicional integrava seu patrimônio jurídico e não poderia ser suprimido. Afirmou também que o remanejamento se deu por represália ao fato de ter ajuizado várias reclamações trabalhistas contra a empresa.
Dano moral
Quanto ao dano moral, o empregado sustentou ter sido "perseguido e atingido em sua dignidade e em seu bolso", já que o remanejamento implicou a perda do adicional. Disse que tal fato o levou a se submeter a tratamento psiquiátrico.
Com base na decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI), que, assim como a primeira instância, também negou os pedidos do trabalhador, a 6ª Turma entendeu que não havia evidência de que a empresa tenha se conduzido de forma ofensiva à intimidade ou à honra do trabalhador. A conclusão foi a de que não houve prejuízo de ordem moral.

"Além de não haver constrangimento ou humilhação que justifique indenização", segundo o ministro, ele "passou a trabalhar no setor pré-operacional e condicionamento de linha de transmissão, atividade compatível com seu conhecimento técnico".
RR 1.759/2001-002-22-00.1

15 de junho de 2008

Portal da Fundacentro publica NHO 08 que orienta sobre avaliação de poeira

Fonte: Fundacentro.

São Paulo, 03/06/2008 - Está no portal da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho - órgão de pesquisa em saúde e segurança no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (Fundacentro/MTE) - a Norma de Higiene Ocupacional (NHO 08). Intitulada "Coleta de material particulado sólido suspenso no ar de ambientes de trabalho", a nova norma substitui a Norma de Higiene do Trabalho (NHT 02), publicada pela instituição.

Devido às transformações tecnológicas, os novos ambientes de trabalho criados e os novos materiais de coleta existentes, a Coordenação de Higiene do Trabalho da Fundacentro (CHT) percebeu a necessidade revisar, atualizar e aperfeiçoar a NHT 02, publicada em 1985.

A NHO 08, resultado da experiência acumulada de técnicos da instituição, contribui como ferramenta na identificação e na qualificação da exposição ocupacional às diversas formas de aerodispersóides, denominados materiais particulados sólidos, conhecidos popularmente como poeiras.

Participaram da elaboração da NHO 08 os pesquisadores Alcinéa Meigikos dos Anjos Santos, Ana Maria Tibiriça Bon, Lênio Amaral, José Geraldo Aguiar, Maria Margarida Lima e Norma Amaral.

A norma estabelece um procedimento padronizado, aperfeiçoado e atualizado para coleta e avaliação do material sólido do ambiente de trabalho. Os materiais particulados sólidos encontrados ficam retidos em filtros de membrana e assim possibilitam a obtenção de amostras representativas de poeiras.

Segundo a gerente da Coordenação de Higiene do Trabalho, Alcinéa Meigikos, a aplicação específica da norma vai possibilitar uma avaliação do ambiente de trabalho, e, dependendo do resultado obtido, estudar medidas de controle adequadas. "A NHO 08 vai possibilitar a verificação do ambiente de trabalho, se o mesmo é adequado ou não", completa Meigikos.

Doenças provocadas - Estudos da própria Fundacentro demonstram que a exposição de trabalhadores a índices excessivos de materiais particulados suspensos no ar, de diferentes processos industriais ou condições de trabalho, representa grave risco à saúde do trabalhador.

Profissionais que atuam em ambientes sem o devido controle de medição de risco ocupacional podem apresentar infecções agudas no sistema respiratório. Entre as mais graves estão as relacionadas com pneumoconioses: a asbestose e a silicose causadas por partículas muito finas.

"Se conseguirmos avaliar o ambiente de trabalho e estabelecer medidas de controle, conseguiremos também prevenir que os trabalhadores adquiram doenças ocupacionais", revela Alcinéa.

Publicações disponíveis - As publicações, meio de difusão do conhecimento da Fundação, podem ser encontradas clicando aqui. Devido à grande procura, o texto técnico da NHO 08 só está disponibilizado em meio eletrônico. Posteriormente o texto sairá em meio impresso, acompanhando o mesmo formato dos outros volumes da série de NHOs já existentes.

6 de junho de 2008

Poluição Doméstica


Fontes domésticas emissoras de gases ou partículas microscópicas são a principal causa de problemas na qualidade do ar em nossas residências. Uma ventilação inadequada aumenta os níveis internos de agentes nocivos ao não permitir uma renovação e uma diluição adequada da atmosfera doméstica.

Temperaturas elevadas e altos níveis de umidade também aumentam as concentrações de certos poluentes e então, ao final de um dia de luta na empresa, escritório ou consultório, chegando em casa para o merecido descanso, eis que nosso corpo passa se engajar em uma estressante luta contra poluentes e carcinógenos.

A importância relativa de uma determinada fonte depende da quantidade de emissão do poluente e quão prejudicial esta emissão é. Algumas fontes, como depósitos de materiais de construção e produtos para "refrescar o ar", liberam poluentes de maneira mais ou menos contínua, dependendo da freqüência de uso.

Outras fontes, relacionadas a várias atividades desenvolvidas em casa (p.ex: tabagismo, uso de solventes, produtos de limpeza e pesticidas), liberam poluentes de maneira mais intermitente.

Existe muita controvérsia quanto à possibilidade da fibra de tapetes e carpetes produzirem e emitirem Compostos Orgânicos Voláteis (COVs). Os COVs, na verdade, estão presentes na atmosfera da fábrica onde são fabricados e terminam aprisionados nos tapetes e carpetes. Alguns dias após a instalação, começam a ser liberados em níveis muito pequenos, cessando em poucas semanas, sendo que esses níveis de liberação não são tóxicos. Geralmente, os problemas de alergia não decorrem do tapete ou carpete, mas da própria poeira doméstica acumulada por falta de limpeza adequada.

Os efeitos da exposição à poluição doméstica podem surgir imediatamente ou levar anos até se manifestar. Os efeitos mais imediatos incluem irritação dos olhos, nariz e garganta, dores de cabeça, tonteira e fadiga, e em geral são temporários e tratáveis. Algumas vezes o tratamento se restringe a eliminar a exposição à fonte poluidora – quando esta pode ser identificada.

A reação à presença da poluição doméstica depende de vários fatores. Idade, sensibilidade individual e doenças pré-existentes os aspectos relacionados mais importantes. Infelizmente, as pessoas mais expostas à poluição doméstica – idosos, jovens e criticamente doentes – são exatamente aquelas mais susceptíveis aos seus efeitos.

A maioria dos efeitos imediatos assemelha-se a resfriados e outras doenças virais leves. Em muitos casos é difícil determinar se os sintomas foram causados por exposição à poluição doméstica. Por isso é importante ficar atento ao local e ao período em que os sintomas ocorreram: sintomas recorrentes sempre que se tem contato com determinado ambiente sugerem poluição doméstica como causa.

Ainda não foram bem definidos a concentração dos poluentes domésticos e o período de exposição necessários para causar danos sérios à saúde. As reações individuais variam grandemente e muitos efeitos (p.ex.: doenças respiratórias, cardiopatias e câncer) levar anos para se manifestar ou surgirem apenas após um longo período de exposição. Por isso, é prudente melhorar a qualidade do ar em sua casa mesmo na ausência de quaisquer sintomas.

As soluções para o problema da qualidade do ar em casa envolvem medidas como eliminar ou controlar a fonte poluente, aumentar a ventilação e instalar dispositivos de renovação e limpeza do ar ambiente.

Controle da fonte poluente: em geral, a maneira mais eficaz de melhorar a qualidade do ar em sua casa é eliminar as fontes poluentes ou reduzir sua emissão. Algumas fontes, como aqueles que contêm asbestos, podem ser seladas ou fechadas. Outras, como sistemas de gás, podem ser ajustadas para diminuir o volume de emissão. Na maioria dos casos, o controle da fonte é a solução mais eficaz.

Melhorar a ventilação: manter janelas e portas abertas sempre que possível ou acionar a função de exaustor quando estiver utilizando o ar-condicionado são medidas viáveis que podem ajudar. Melhorar a ventilação é especialmente importante quando está sendo desenvolvida alguma atividade produtora de poluentes (p.ex.: pinturas, cozimentos, soldas, reformas em geral, etc).

Limpadores de ar: alguns modelos são realmente eficazes, mas a maioria deles geralmente não remove poluentes gasosos. Além disso, o uso destes dispositivos não exclui a necessidade de eliminar ou controlar a fonte emissora de poluentes. Há algum tempo havia a crença de que plantas poderiam reduzir os níveis de poluentes dentro de casa, mas até o momento não existem evidências científicas significativas comprovando isto. Ainda, plantas no interior da casa regadas excessivamente podem abrigar fungos na terra que lhes sustenta, afetando indivíduos alérgicos.