10 de julho de 2008

Parar de fumar incentiva outros a pararem.

Fonte: www.folha.uol.com.br (equilíbrio)
FLÁVIA MANTOVANI - DA REPORTAGEM LOCAL
Pesquisadores da Universidade Harvard, que acompanharam mais de 12 mil pessoas por 32 anos, viram que os fumantes abandonam o cigarro em grupos

As irmãs Cristiene, Luciene e Josiene, que decidiram parar de fumar depois que a mãe, Lindaci Soares, abandonou o cigarro
Costuma começar cedo. Para parecer mais velho, fazer tipo ou agradar aos amigos, o adolescente dribla aquele gosto de cinzeiro e disfarça os acessos de tosse até que ganha intimidade com o cigarro e passa a se sentir parte da turma. Com o tempo, a nicotina age, a dependência se instala e ele pode nem se lembrar de como tudo começou. Mas uma volta ao passado provavelmente vai mostrar que as primeiras tragadas foram dadas por influência alheia.Pois um novo estudo mostra que o mesmo raciocínio vale para parar de fumar: quando alguém abandona o vício, acaba contagiando outros fumantes em volta a largarem o cigarro.
Publicado no "New England Journal of Medicine", o levantamento acompanhou, por 32 anos, 12.067 pessoas, que tinham vínculos -familiares, profissionais ou de amizade. Os pesquisadores, das universidades Harvard e da Califórnia, constataram que as pessoas abandonam o vício em grupos.
Os laços mais fortes detectados foram os de marido e mulher: no caso de cônjuges, o fato de um deles parar diminui em 67% a chance de o outro continuar fumando. Entre dois amigos, a redução é de 43%. Entre irmãos, a influência é menor: 25%. Já entre colegas de trabalho, o que o estudo mostrou é que depende do tamanho da empresa: nas pequenas, o fato de um funcionário parar reduz em 34% a chance de o outro continuar fumando.
Nas maiores, não houve essa associação."O trabalho mostra que as decisões de parar de fumar não são tomadas só por indivíduos, mas por grupos inteiros", disse à Folha Nicholas Christakis, um dos autores do estudo.Segundo o pesquisador, a influência se dá de forma direta e indireta, entre pessoas que se conhecem e não se conhecem. No primeiro caso, é fácil perceber como isso acontece: uma pessoa pára de fumar e outro fumante próximo a ela se sente inspirado a parar também.
"Chamamos de fenômeno da segunda onda. Quando a gente joga uma pedra na água, gera várias ondas e acerta uma superfície muito maior. Da mesma forma, quando se cria um ex-fumante, os outros percebem que ele conquistou algo novo e se estimulam a seguir o mesmo caminho", compara o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do PrevFumo (Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Segundo Santos, quanto mais próximo for o ex-fumante, maior costuma ser essa influência. "Dentro do núcleo familiar, é altíssima. Os pais estimulam muito os filhos e vice-versa. A relação entre marido e mulher é a mais forte", diz.A auxiliar administrativa Priscila Bezerra, 24, e o gerente de contas Gustavo Sachi, 27, ainda são namorados, mas o exemplo dele foi decisivo para que ela abandonasse o cigarro. Quando eles se conheceram, os dois fumavam.
Há dois anos, Gustavo decidiu parar "de um dia para o outro". "Não traz benefício nenhum. O cheiro é ruim, você gasta dinheiro e faz mal para a saúde", justifica.Depois que ele conseguiu, Priscila conta que o namorado, sutilmente, mandava recados. "Ele não chegou a falar para eu parar, mas me ajudou a cortar. Passou a reclamar do cheiro, do gosto, de quando eu ia comprar cigarro.
Eu não podia mais fumar no carro dele. Tomei aversão ao cheiro e parei", diz ela.Hoje, os dois comemoram. "Sinto mais o cheiro e o gosto da comida, meu condicionamento para os esportes aumentou", diz Gustavo. Segundo Priscila, além de ser bom para ela, parar ajudou no relacionamento.
"Melhorou a sintonia entre nós dois."Sociedade não-fumanteA pesquisa também mostrou o impacto indireto que uma pessoa que pára de fumar exerce sobre o grupo social de fumantes, mesmo que esses indivíduos não se conheçam. É como um efeito dominó: quanto mais gente abandona o vício, mais a sociedade vai se tornando hostil ao tabagismo, e isso desfavorece o hábito de fumar.
Para Tânia Cavalcante, chefe da divisão de controle de tabagismo do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é uma doença "transmissível socialmente". "Numa sociedade em que todos fumam, a tendência é que esse comportamento cresça, ainda mais sendo uma dependência. O mesmo vale para o inverso."Segundo Sérgio Santos, o estudo de Harvard é o maior já feito e introduz um conceito novo: o da contagiosidade de parar de fumar. "Com a maior educação sobre o risco de fumar, diminui o número de fumantes, e cria-se um ambiente favorável a parar. É uma tendência em vários países. O fumante se sente acuado."Ao analisarem as relações nos círculos familiares e de amizades, os pesquisadores detectaram essa marginalização do fumante.
O estudo mostra que, de 1971, início do levantamento, até 2000, último ano avaliado, eles foram se tornando mais periféricos nas redes sociais.Para o pneumologista pediátrico João Paulo Lotufo, responsável pelo Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo), a aprovação de leis antifumo em ambientes fechados em vários países contribui para desencorajar o tabagismo.
"Mudou o enfoque por causa do tabagismo passivo. Se eu não fumo, estar perto de um fumante é ruim para mim. Não-fumantes que moram com fumantes têm 25% a mais de chance de terem infarto e câncer de pulmão", exemplifica.A secretária Lindaci Maria Soares, 48, conta que esse foi um dos motivos pelos quais ela resolveu parar, após quase 40 anos fumando. "Mesmo quem fumava há muitos anos está parando. Quase não há ambiente para o fumante. Só se pode ir a áreas abertas e, mesmo assim, as pessoas reclamam."Outro fator que pesou muito foi ter descoberto uma bronquite crônica.
Ela diz que adorava fumar e que era uma "referência" para os outros fumantes. Inclusive para as três filhas, Josiene, 21, Luciene, 26, e Cristiene, 27, que fumam desde a adolescência. "Elas me vêem como exemplo até nesse vício horroroso. Se eu não parar, elas não param", diz. A mãe de Lindaci também fumava.Agora que ela decidiu parar, as três filhas também se animaram.
A do meio, Luciene Soares Luiz, fumante desde os 12, acompanha a mãe ao programa especializado que ela freqüenta. "Só fui [ao programa] porque ela estava indo. Perdi minha avó para o cigarro e fiquei assustada quando vi que minha mãe está doente", conta.TratamentoPara Jônatas Reichert, presidente da comissão de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia, outro fator que contribui para que parar de fumar se torne contagioso é o avanço nos tratamentos.
"Antes, as pessoas não passavam muito a experiência para as outras porque, ao tentarem e falharem, sentiam-se impotentes. Hoje, com mais possibilidades de tratamento, aumentou o índice de sucesso e elas têm mais contato com casos bem-sucedidos", diz.Segundo Reichert, apenas 5% das pessoas conseguem abandonar o vício sozinhas. Ao sentir falta de ar e outros efeitos de 35 anos de dependência do cigarro, a consultora de treinamento Leila Cinelli Silveira, 56, decidiu procurar auxílio.
Recebeu a indicação de adesivos de reposição de nicotina. Inspiradas no seu exemplo, a filha, a cunhada e a irmã também resolveram parar. "Até senti uma responsabilidade maior para não ter recaídas, pois sei que tenho três pessoas atrás de mim. Foi um incentivo", diz.Entre as estratégias inventadas por ela para driblar a abstinência, estava um "kit de sobrevivência" com cenouras, pepinos e ervas-doces cortados no tamanho de cigarros. Ela também guardou os R$ 3 diários que economizava deixando de comprar cigarros. "No fim do mês, comprei uma calça para me recompensar."Leila diz que se sente vitoriosa.
"O fôlego é outro, a diferença na voz é incrível, a pele muda, os dentes ficam brancos, lisinhos. Achava que nunca iria conseguir, mas estou muito alegre comigo."

9 de julho de 2008

Segurança no Trabalho: uma questão de Responsabilidade Social

Fonte: www.bvnews.com.br (cotidiano)

Uma das causas dos acidentes e doenças ocupacionais é a falta de conhecimento dos riscos existentes no ambiente das empresas. A solução é o investimento em Programas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST). Esse é considerado o melhor caminho para reduzir os registros de acidentes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 270 milhões de trabalhadores sofrem anualmente lesões graves ou mortais ocasionados por acidentes de trabalho em todo o mundo. São registradas cinco mil mortes por dia, três vidas perdidas a cada minuto. Os índices representam um custo equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.


Dados da Previdência Social revelam que 503.890 pessoas em todo o Brasil sofrem a cada ano, lesões graves ou mortais, ocasionadas por acidentes de trabalho. No ano de 2007 foram registrados no INSS/RR 260 requerimentos de auxilio doença, por acidente de trabalho e até o final do mês de maio desse ano, o número de registros foi de 92.

O SESI/RR conta, desde o ano passado, com um Núcleo de Saúde e Segurança no Trabalho (NSST) para atender as empresas industriais que são comprometidas com a segurança de seus colaboradores.


Por meio de assessorias são realizadas a Elaboração e Execução de Programas exigidos por lei, como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), que tem o objetivo de fornecer subsídios para adoção de medidas que eliminem ou controlem os riscos para garantir a integridade física e a saúde do trabalhador, atendimento à legislação vigente e melhoria efetiva para a preservação do meio ambiente.


O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) tem o objetivo de promover e preservar a saúde dos trabalhadores através de medidas preventivas, diagnosticando precocemente os agravos à saúde relacionados ao trabalho. A elaboração e implementação do PCMSO é obrigação de todas as pessoas físicas ou jurídicas ao admitirem trabalhadores como empregados, regidos pela CLT. Ele envolve entre outros procedimentos, a realização de exames admissionais, demissionais, de retorno ao trabalho, mudança de função e periódicos.


Um outro Programa é o de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil (PCMAT), que estabelece condições e diretrizes de Segurança no Trabalho para a construção civil visando reduzir acidentes e prevenir a ocorrência de doenças do trabalho.


Todas as empresas de construção civil devem elaborar e cumprir o PCMAT nos estabelecimentos quando tiverem mais de vinte trabalhadores.

Além destes programas, o Núcleo do SESI realiza palestras educativas sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis mais comuns e AIDS, e atende atualmente mais de 20 empresas industriais em Roraima.


Por Lei, todas as empresas em qualquer atividade são obrigadas a implantar os Programas de Saúde e Segurança no Trabalho, independente do número de funcionários.


Para a coordenadora de Saúde do SESI/RR, Esmerinda Luniere, hoje a Gestão da Saúde e Segurança no Trabalho não é só mais uma obrigação a ser cumprida. “A maioria de nossos empresários já assimilaram que as ações são imprescindíveis nas empresas e contribuem para um ambiente de trabalho mais saudável e seguro”, afirmou.

Invenção barateia reciclagem de resíduos da construção civil

Fonte: Canal Executivo.
Um novo método para aproveitamento dos resíduos de construção civil e demolição (RCD), 50% mais barato e com consumo de energia 80% menor. Esse é o principal resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da USP (Poli/USP), do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O novo método dispensa a britagem do material a ser reciclado, o que barateia o processo e torna viável a instalação de pequenas usinas de reaproveitamento dos RCD. O método é tão inovador, que está sendo patenteado.
Segundo o professor Vanderley John, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli, um dos integrantes da equipe que realizou o estudo, a tecnologia desenvolvida possibilita que usinas de reciclagem simplifiquem a produção de matéria-prima para bases e sub-bases de pavimentação a partir de resíduos da construção civil.
“Atualmente, a reciclagem de RCD passa necessariamente pela britagem (quebra dos resíduos em pedaços pequenos, com no máximo 63 milímetros de diâmetro)”, explica. “Isso encarece o processo, pois o britador representa mais da metade do investimento total da montagem de uma usina de reciclagem. O novo método reduz os investimentos iniciais e simplifica a operação das centrais de reciclagem, o que torna viável um maior número de centrais de reciclagem públicas ou privadas.”
A nova tecnologia está baseada nos resultados de uma pesquisa com amostras representativas de resíduos coletados em três cidades: Macaé (RJ), Maceió (AL) e São Paulo (SP). “Coletamos 20 toneladas de resíduos dessas três cidades”, explica John. “E constatamos que cerca da metade dos resíduos tinha tamanho inferior a 63 milímetros; ou seja, poderiam ser aplicados diretamente na composição de pavimentos, sem necessidade da britagem”, acrescenta.
Esta constatação levou a equipe a propor uma forma extremamente simples de transformar resíduos em agregados: separação manual do material indesejável ao processo, seguido de peneiramento na bitola de 60 mm e de uma nova remoção manual dos contaminantes (madeira, papel, cerâmica), remanescentes da fração abaixo de 63 mm, que será comercializada como agregado de pavimentação.
Segundo John, o novo método poderá ser aplicado em ambientes urbanos e adotado por prefeituras, cooperativas ou empreendimentos privados. “A redução dos investimentos iniciais, dos custos e da complexidade de operação facilita a introdução da reciclagem, inclusive porque reduz os riscos. Assim, esperamos que essa tecnologia possibilite a ampliação do número de usinas e a margem de lucro desse novo negócio”, ressalta. Em conseqüência, evita-se a deposição ilegal desses resíduos nas margens de ruas e rios, reduzindo os impactos ambientais, além de minimizar os gastos das prefeituras com a gestão deles.
A nova tecnologia tem várias outras vantagens, a exemplo da redução do consumo de energia elétrica (60% a 80%) em relação ao sistema de reciclagem tradicional com britagem. “O novo método também torna possível a implantação das usinas nas proximidades do mercado consumidor, o que significa menores distâncias de transporte, que corresponde a dois terços do preço final do produto”, diz. Outra vantagem é que o sistema reduz de forma significativa a emissão de material particulado e principalmente de ruídos na operação de britagem. Assim, alternativas de desenvolvimento sustentável são incentivadas.
Além do professor Vanderley John, entre os pesquisadores da Poli também participaram da pesquisa o professor Artur Pinto Chaves e a pesquisadora Carina Ulsen, ambos do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo, e os pesquisadores Francisco Mariano Sérgio Ângulo (atualmente no IPT).
Serviço:
A nova tecnologia de reciclagem de RCD será apresentada no próximo dia 28 de abril, durante a Conferência sobre Resíduos de Construção e Demolição (RCD) como Material de Construção, que será realizada em São Paulo, no auditório “Prof. Francisco Romeu Landi”, do prédio da Administração da Poli (Avenida Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 380, Cidade Universitária, São Paulo). Mais informações sobre o evento: http://rcd08.pcc.usp.br/.

8 de julho de 2008

G8 concorda em reduzir emissões de CO2 pela metade em 2050

Fonte: Folha Online

O G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) reconheceu a necessidade de reduzir em 50% as emissões de CO2 na atmosfera no ano 2050, uma medida para combater a mudança climática. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, cujo país sedia a reunião anual do grupo.

Os líderes dos países mais ricos do mundo, que têm posições diferentes sobre a luta contra o aquecimento global, pediram também a cooperação dos maiores emissores de CO2 --entre eles EUA, China e Índia-- para chegar a essa meta.

G8 concordou em reduzir emissões de CO2, medida que sempre foi rejeitada pelos EUA; agora, país vê "avanço significativo" no acordo

As conversas --realizadas entre os representantes de Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia-- sobre o meio ambiente foram consideradas "excelentes" e levaram a um "avanço significativo", afirmou um porta-voz do governo dos Estados Unidos.

Os líderes pediram que as economias emergentes "considerarem seriamente" a redução em 50% da emissão dos gases poluentes para 2050, e ressaltam que o êxito "só será possível com a determinação comum de todas as principais economias", disse o americano.

A mudança climática é um dos principais assuntos da reunião anual mantida pelos líderes dos países mais ricos do mundo, em Hokkaido (Japão). O aquecimento é discutido em meio à estagnação da economia mundial, à crescente pressão inflacionária, à alta do preço do petróleo e à crise alimentícia.

Acordo

Nesta segunda-feira, os EUA declararam que qualquer pacto deveria incluir as grandes economias emergentes, como China e Índia.

Em coletiva de imprensa, o presidente do Conselho para a Qualidade do Meio Ambiente (CEQ, em inglês) da Casa Branca, James Connaughton, disse já ter indicado que seu país poderia adotar "a meta de 50% até 2050".

"Cremos que conseguimos bons progressos, e por isso esperamos que a declaração os reflita", disse Connaughton, que afirmou ser necessário, entre outras coisas, estabelecer um sistema comum para medir os cortes de emissões.

A Comissão Européia pediu ontem aos líderes do G8 para que se comprometessem a antecipar as metas de reduções das emissões de gases causadores do efeito estufa.

O presidente da comissão, José Manuel Barroso, se mostrou confiante em que os países do G8 concordassem em estabelecer suas próprias metas no médio prazo. "Se conseguirmos um compromisso no longo prazo para reduzir em 50% as emissões de gases até 2050, e um princípio de acordo sobre a redução no médio prazo, poderemos falar de êxito", disse.

Sem sucesso

No último encontro do G8, realizado há um ano em Heiligendamm (Alemanha), os líderes não chegaram a um acordo sobre um objetivo de longo prazo para a redução dos gases que causam o efeito estufa.

O máximo que conseguiram foi a promessa de que estudariam "seriamente" as decisões já tomadas por União Européia (UE), Canadá e Japão, "que incluem a redução pela metade das emissões de CO2 na atmosfera para 2050".

"Vamos trabalhar para alcançar compromissos reais nesta Cúpula do G8, não só a fim de reforçar as metas alcançadas no ano passado, mas também visando a um compromisso a médio prazo", apontou Barroso.

A UE, que concordou com a redução das emissões de gases em pelo menos 20% em relação aos níveis de 1990, quer um compromisso similar dos países que mais poluem --entre eles os Estados Unidos, país que não assinou o Protocolo de Kyoto.
Barroso, no entanto, admitiu que seria improvável a aprovação de um acordo "numérico" sobre prazos de redução de gases a médio prazo.

Biocombustíveis

Ontem, no primeiro dia de cúpula, a atual crise dos alimentos, com o crescimento da demanda e dos preços, dominou a pauta, e os biocombustíveis foram novamente tratados como peça-chave da crise --mas com ressalvas para o produto feito à base de cana.

Lula desembarca no Japão para participar do encontro do G8; brasileiro defenderá o álcool
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta terça-feira ao Japão para participar da cúpula. No encontro, Lula defenderá o álcool brasileiro e pedirá aos países industrializados que assumam mais responsabilidades diante do aquecimento do planeta.

"O Brasil não aceitará este argumento de que o álcool provoca a inflação dos alimentos. Estou indo ao Japão, à reunião do G8, apenas para isto", afirmou Lula no Brasil, antes de partir.
André Amado, embaixador do Brasil no Japão, destacou que "os biocombustíveis são decisivos no combate ao aquecimento global (...). Tudo isto, como demonstra a experiência brasileira, sem colocar em risco a área agrícola reservada à produção de alimentos ou a floresta tropical".

Em uma carta divulgada nesta terça, as principais associações de produtores de álcool combustível de Brasil, Canadá, Estados Unidos e Europa exigiram dos chefes de Estado e de governo do G8 que considerem os biocombustíveis como parte da solução para a "dependência mundial do petróleo".

Os produtores pediram a adoção de uma "postura de longo prazo em relação aos biocombustíveis para reduzir a demanda e a acentuada alta dos preços dos derivados de petróleo", informou a União Industrial de Cana-de-Açúcar do Brasil (Unica).

Alimentos e petróleo

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse na segunda-feira que o G8 analisará a meta de que "nenhum alimento seja substituído por biocombustíveis". "O objetivo é trabalhar em uma segunda geração de biocombustíveis, e isto deve refletir no documento" final da Cúpula.

Manifestantes realizam protesto com balões de gás representando as emissões de CO2
Um estudo divulgado pelo Banco Mundial na semana passada diz que, nos últimos três anos, cinco milhões de hectares de terras aráveis que poderiam ter sido usados para plantação de trigo foram destinadas à produção de colza e girassol para biocombustíveis.

Hoje o grupo voltou a expressar sua preocupação com o alto preço dos alimentos, e com as conseqüentes pressões inflacionárias que representam "um sério desafio" para a economia mundial.

Além disso, a reunião destacou o temor com a alta do petróleo. Os países se disseram dispostos a aumentar seus "esforços" para combater a escalada do barril de petróleo, que chegou a ser negociado a um preço recorde de US$ 145, segundo um porta-voz da Presidência japonesa.

Indicaram que essa situação, unida aos altos preços dos alimentos e das matérias-primas, representam um "sério risco" para o crescimento mundial, mas precisaram que "não são pessimistas" sobre a situação econômica.

7 de julho de 2008

Trabalhar fora x comer bem

Por Cesar Candido dos Santos (site UOL Saúde)
Como obter uma alimentação balanceada durante a jornada de trabalho, incluindo almoço, lanches e cafezinhos.
Devido à rotina do trabalho, são raras as pessoas que têm o privilégio de fazer suas refeições em casa. Mas comer fora não pode ser uma desculpa ou empecilho para manter a alimentação equilibrada e o corpo saudável. Por isso, é importante tomar alguns cuidados e não cometer exageros. Só assim, o almoço no restaurante, o sanduíche na lanchonete ou a comida pedida pelo telefone não começam a acarretar aumento de peso ou do colesterol e traga, ainda, outras complicações para a saúde.
“Depende muito de cada um, mas é possível comer bem fora de casa. Na rua, existem as opções saudáveis e as besteiras, basta a pessoa se policiar e saber o que é certo e o que é errado”, afirmou Luiz Ricardo, nutricionista do Nutrição Fácil. A escolha do localO primeiro requisito para comer bem é a escolha do restaurante.
Procure os locais com perfeitas condições de higiene e evite estabelecimentos “desertos”, pois o constante movimento de clientes sugere que exista uma rotação adequada dos alimentos e comidas sempre frescas. Caso o restaurante não inspire muita confiança e não haja alternativa, evite pratos que apresentem perigo de provocar intoxicação, como os que contêm ovos, maionese e cremes, as carnes mal passadas, os crustáceos (camarão, siri) e as saladas cruas.Monte seu pratoNos restaurantes self-service ou por quilo, a variedade de alimentos oferecidos é imensa.
Por isso, é preciso tomar cuidado na hora de montar o prato. Procure ver todas as opções antes, e evite pegar um pouquinho de cada coisa para não exagerar na quantidade de comida. Escolha sempre um alimento de cada grupo. Uma porção de salada, de legumes, de cereais e de proteína. Tome cuidado para não misturar fontes do mesmo nutriente. Por exemplo: dois carboidratos (massa e arroz) ou duas proteínas (frango e carne vermelha).
Lembre-se sempre que os legumes e verduras são as opções mais saudáveis, ao contrário dos molhos muito incrementados ou cremes, pois costumam ser altamente calóricos.“É preciso tomar cuidado com os restaurantes por quilo, pois eles possuem muitas opções saudáveis, mas também têm muitos alimentos gordurosos, frituras.
Eles precisam agradar a todos os gostos, e as pessoas é que devem distinguir o que é o certo e o que é o errado para se comer com freqüência”, alertou Mônica Rangel, nutricionista graduada pela Universidade de São Paulo (USP).
“Às vezes, é difícil se controlar no meio de tantas opções gostosas. Tem dia que não dá para evitar e acabo pegando um monte de coisa, o prato fica pesado. Mas, na maioria das vezes, escolho sempre o que é mais saudável”, disse Renata Siqueira, 39 anos, comerciante. Nos restaurantes à la carte ou nos que servem o tradicional “PF”, opte pelas carnes grelhadas, e procure adaptar os pratos para que eles se tornem menos calóricos e gordurosos. Troque as batatas fritas pelas cozidas ou o purê, e a salada de maionese pela de tomate e folhas.Não consuma alimentos excessivamente gordurosos na mesma refeição, pois as gorduras demoram mais para serem digeridas, e isso pode provocar sonolência e atrapalhar o rendimento no trabalho.
Sempre que for beber algo para acompanhar as refeições, prefira os sucos naturais e evite exceder um copo para não prejudicar a digestão dos alimentos. LanchesNão é recomendado substituir as refeições por lanches, pois estes além de serem calóricos nem sempre conseguem suprir as necessidades nutricionais do nosso organismo. Mas como ninguém é de ferro, eles podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, desde que os ingredientes não sejam tão ricos em gordura. Por isso, evite os que possuem bacon, salame, presunto, maionese, queijos amarelos, catupiry e molhos cremosos.
“Na semana, o ideal é comer direito, comer comida. Os lanches podem ficar para os finais de semana, de preferência a cada 15 dias. Não é preciso se privar deste tipo de alimento. Basta apenas saber se controlar, pois o consumo deles não pode virar um hábito”, orientou Luiz Ricardo. Coma durante o expediente.
O ideal é nunca ficar durante um longo período sem ingerir alimentos. O mais aconselhável é fazer pequenas “pausas” durante o trabalho para comer algo. Faça lanches com frutas frescas ou secas, pão integral com queijo branco, iogurte light com fruta ou cereal, biscoitos integrais ou barras de cereais, e nunca esqueça de tomar cuidado com a quantidade de açúcar no tradicional cafezinho ou nos chás. “Para comer bem fora de casa é preciso ter um pouco de dedicação, levar para o trabalho frutas, lanches ou castanhas.
Não é bom ficar mais de quatro horas sem comer, mas também é preciso evitar o pão de queijo e o croissant da padaria da esquina”, completou Mônica.

3 de julho de 2008

02 de Julho: Dia do Bombeiro Brasileiro

Fonte: MTEBrasília/DF

Em 2 de julho de 1856, Dom Pedro II assinou Decreto Imperial que regulamentava pela primeira vez a profissão de bombeiro no país. Nesta data, foi instalado o primeiro serviço organizado de bombeiros na capital do Império, criado a partir do modelo francês, instalado por Napoleão Bonaparte em 1811.

Antes disso, a importante missão de acabar com incêndios no Brasil se dava por iniciativa de toda a população. Um sino de alerta tocava e homens, mulheres e crianças - sem nenhum tipo de treinamento - ficavam em fila ao lado de poços de água e, com baldes nas mãos, tentavam chegar ao local que ardia em chamas. Já no tempo da República, em 1954, decreto presidencial confirmou o 2 de Julho como sendo a data dedicada à homenagear os bombeiros.A preocupação em combater o fogo é antiga na história do homem.

Já no século XVII a.C., o Imperador Hamurabi incluiu em seu famoso código as primeiras normas de prevenção contra incêndio.De lá para cá, muito evoluiu a profissão e as exigências em relação ao bombeiro brasileiro. De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), estatística do Ministério do Trabalho e Emprego, havia 13.273 bombeiros no país (categorias bombeiro de aérodromo, bombeiro de segurança e salva-vida).

Destes, 12.784 (ou 96%) são do sexo masculino. A renda média mensal estava em R$ 1.004,54 naquele ano, contra R$ 939,77 em 2003. Todos os anos, os estabelecimentos do país fornecem os dados da Rais aos MTE, e 2006 é a estatística mais recente que o Ministério possui.

Atribuições

De acordo com Classificação Brasileira de Ocupações, é função dos bombeiros previnir situações de risco e executar salvamentos terrestres, aquáticos e em altura, protegendo pessoas e patrimônios de incêndios, explosões, vazamentos, afogamentos ou qualquer outra situação de emergência, com o objetivo de salvar e resgatar vidas; prestar primeiros socorros, verificando o estado da vítima para realizar o procedimento adequado; realizar cursos e campanhas educativas, formando e treinando equipes, brigadas e corpo voluntário de emergência.

Formação e experiência

Requer-se do bombeiro de segurança do trabalho e do salva-vidas o ensino fundamental completo, e do bombeiro aeródromo, o ensino médio completo. Exige-se curso básico de qualificação de 200 a 400 horas-aula para todos. Os salva-vidas civis, que atuam na orla marítima, costumam receber treinamento dado por Salva-vidas da Polícia Militar.

Competências pessoais

Acalmar vítima; especializar-se profissionalmente; utilizar técnicas de salvamento e combate a incêndios; elaborar estatísticas; apoiar instituições de combate a incêndio; trabalhar em equipe; zelar pelo meio ambiente; proteger patrimônio; requalificar-se profissionalmente; demonstrar prontidão; manter controle emocional; relacionar-se com a comunidade; demonstrar solidariedade e humanidade; trabalhar com ética; operacionalizar viaturas e embarcações; nadar com destreza; demonstrar resistência a fadiga; revelar coragem e inspirar confiança.

28 de junho de 2008

Estilo de vida: prevenção contra o câncer

Quimioterapia não é o único tratamento para combater o câncer.

O estilo de vida, baseado em alimentação saudável, suplementos e exercícios físicos ajudam a prevenir a multiplicação das células cancerosas.

Especialistas do John Hopinkins Hospital, uma das maiores instituições médicas americanas, acabam de publicar o seguinte guia para ajudar as pessoas a evitarem o câncer:

1. Todas as pessoas têm células cancerosas no corpo. Estas células não aparecem nos testes-padrão até que tenham se multiplicado e atingido o número de alguns bilhões. Quando os médicos dizem aos pacientes de câncer que não há mais células cancerosas nos seus corpos depois do tratamento, isto quer apenas dizer que os testes são incapazes de detectar as células cancerosas porque não atingiram o número detectável.

2. Células cancerosas ocorrem de 6 a mais de 10 vezes ao longo da vida das pessoas.

3. Quando o sistema imunológico da pessoa está forte, as células cancerosas são destruídas e impedidas de se multiplicar e formar tumores.

4. Quando uma pessoa tem câncer, isto indica que ela tem múltiplas deficiências nutricionais. Estas podem ser decorrentes de fatores genéticos, do meio ambiente, da alimentação e do estilo de vida.

5. Para superar as múltiplas deficiências nutricionais, mudanças na dieta e a inclusão de suplementos fortificarão o sistema imunológico.

6. Quimioterapia envolve o envenenamento das células cancerosas de rápido crescimento e também destrói células saudáveis também de rápido crescimento da medula óssea, do trato gastrointestinal etc, e causar danos a órgãos como o fígado, os rins, coração, pulmões etc.

7. A radiação enquanto destrói células cancerosas, também queima, deixa cicatrizes e danifica células sadias, tecidos e órgãos.

8. Os tratamentos iniciais com quimioterapia e radiação freqüentemente reduzirão o tamanho do tumor. Contudo, o uso prolongado da quimioterapia e da radiação não resultará em maior destruição do tumor.

9. Quando o corpo tem uma carga muito grande de toxinas da quimioterapia e da radiação, o sistema imunológico é ou comprometido, ou destruído. Em conseqüência a pessoa pode sucumbir por várias espécies de infecções e complicações.

10. Quimioterapia e radiação podem ocasionarmut ações nas células cancerosas, tornando-as resistentes e difíceis destruir. A Cirurgia também pode espalhar as células cancerosas para outros lugares.

11. Um meio eficaz de combater o câncer é fazer as células cancerosas passarem fome, não lhes dando os alimentos de que necessitam para se multiplicar.

AS CÉLULAS CANCEROSAS SE ALIMENTAM DE:

1. O açúcar é um alimentador de câncer. Ao eliminar o açúcar é cortada uma importante fonte de alimentação para as células do câncer. Substitutivos do açúcar como Nutra Sweet, Equal, Spoonful, etc são feitos com Aspartame que é prejudicial. Um substituto natural melhor seria mel Manuka ou melado, mas somente em pequenas quantidades. Sal de mesa tem uma substância química adicionada para lhe dar a cor branca. Melhor alternativa é ´Bragg's aminous (?) ou sal marinho.

2. O leite faz o corpo produzir muco, especialmente no trato gastro-intestinal. O câncer se alimenta de muco. Cortar o leite e substituí-lo por leite de soja sem açúcar faz com que as células do câncer morram de fome.

3. As células de câncer prosperam em ambientes ácidos. Uma dieta a base de carne é ácida e é melhor comer peixe e galeto em vez de carne de vaca ou de porco. Carne bovina também contém antibióticos para o gado, hormônio do crescimento e parasitas, que são prejudiciais, especialmente para pessoas com câncer.

4. Uma dieta com 80% de vegetais frescos e sucos, grãos integrais, sementes, nozes e um pouco de frutas ajuda a colocar o corpo num ambiente alcalino. Cerca de 20% podem ser de alimentos cozidos inclusive feijões. Sucos de vegetais frescos proporcionam enzimas vivas que são facilmente absorvidas e descem até o nível celular dentro de 15 minutos para nutrir e estimular o crescimento das células sadias. Para obter enzimas vivas para formar células sadias experimente e beba sucos de vegetais frescos (a maioria dos vegetais inclusive brotos de feijão) e coma alguns vegetais crus 2 ou 3 vezes ao dia. As enzimas são destruídas a temperatura de 40º C (104° F).

5. Evite café, chá e chocolate, que contêm muita cafeína. Quanto à água - é melhor tomar água purificada, ou filtrada, para evitar toxinas conhecidas e metais pesados da água de torneira. Água destilada é ácida, evite-a.

6. A proteína da carne é de difícil digestão e exige um monte de enzimas digestivas. Carne não digerida ao permanecer no intestino apodrece e conduz a um aumento das toxinas.

7. As paredes das células cancerosas têm uma cobertura de proteína dura. Evitar ou comer menos carne libera mais enzimas para atacar as paredes de proteínas das células cancerosas e possibilita que as células matadoras do corpo destruam as células cancerosas.

8. Alguns suplementos constroem o sistema imunológico (IP6, Flor-ssence, Essiac (???), antioxidantes, vitaminas, minerais EFAs (?) etc.) para possibilitar que às células matadoras do próprio corpo destruir as células cancerosas. Outros suplementos, como a vitamina E, são conhecidos por acarretar apoptose, ou seja morte programada de células, método normal do corpo de desfazer-se de células danificadas, indesejadas ou desnecessárias.

9. O câncer é uma doença da mente, do corpo e do espírito. Um espírito preventivo e positivo ajudará ao guerreiro do câncer a ser um sobrevivente. A ira, o não perdoar e a amargura colocam o corpo num ambiente de tensão e acidez. Aprenda a ter um espírito amoroso e de perdão. Aprenda a relaxar e desfrutar da vida.

10. As células cancerosas não prosperam em um ambiente oxigenado. Exercícios diários e respiração profunda ajudam a proporcionar mais oxigênio para o nível celular. A terapia com oxigênio é outro meio empregado para destruir células cancerosas.

Nenhum recipiente de plástico no microondas.

Nenhuma garrafa de água no 'freezer'.

Nenhum envoltório de plástico em microondas.

John Hopkins recentemente mandou isto em um dos seus comunicados à imprensa. Esta informação está também circulando no Centro Médico Walter Reed, do Exército.

A substância química dioxina causa câncer, especialmente câncer do seio.

As dioxinas são altamente venenosas para as células dos nossos corpos.

Não congele garrafas plásticas com água, pois isto libera dioxinas do plástico.

Recentemente o Dr Edward Fujimoto, Gerente do Programa de Bem-Estardo Hospital Castle, esteve num programa de TV para explicar este risco para a saúde. Ele falou sobre as dioxinas e o quanto elas são ruins para nós. Ele disse que não devemos aquecer nossos alimentos no microondas usando vasilhas de plástico.

Isto se aplica especialmente para os alimentos que contenham gordura. Ele disse que a combinação de gordura, alta temperatura e plásticos libera dioxinas para os alimentos e, finalmente, para dentro das células do corpo.

Em lugar dos plásticos ele recomenda usar vidro, tais como Corning Ware, Pyrex ou vasilhas de cerâmica para aquecer os alimentos.

Obtém-se os mesmos resultados, mas sem a dioxina Para coisas como receitas de TV (TV dinners), macarrão de cozimento rápido e sopas, etc., eles devem ser removidos da embalagem e aquecidos em outro recipiente.

Papel não é ruim, mas não se sabe o que o papel contém. Simplesmente, é mais seguro usar vidro temperado. Ele nos lembra que algum tempo atrás, alguns dos restaurantes de comida rápida (fast food) abandonaram recipientes de espuma e passaram para papel. O problema das dioxinas foi uma das razões.

Ele também ressaltou que envoltório plástico, como o filme plástico, é também tão perigoso quando colocados sobre os alimentos a serem cozidos em microondas. Com o alimento sob a ação da microonda, a alta temperatura acarreta que efetivamente toxinas venenosas evaporem do envoltório plático penetrem no alimento. Como substituto, cubra o alimento com toalha de papel.

27 de junho de 2008

Doença de Crohn e o Fator Emocional

© Equipe Editorial Bibliomed

Graças à íntima relação entre o corpo e a mente, o estresse emocional pode influenciar a evolução da Doença de Crohn (DC) e seus sintomas.

A DC não é causada pelo estresse emocional, mas alguns pesquisadores afirmam que situações de grande ansiedade são responsáveis por boa parte das crises. Outros especialistas afirmam que os sintomas emocionais provavelmente são manifestações associadas à própria doença em si. De qualquer forma, não é de surpreender que as pessoas portadoras da doença afirmem que o fator emocional é um indicador importante da sua qualidade de vida.
A compreensão e o suporte emocional adequados são essenciais para lidar com a DC. Apesar da psicoterapia não estar formalmente indicada para todos os casos, a maioria dos pacientes se beneficia da avaliação com um psicoterapeuta especializado em lidar com doenças crônicas de um modo geral.
As técnicas para gerenciar as manifestações da DC podem assumir várias formas. As crises de diarréia, cólicas e gases podem fazer com que as pessoas afetadas passem a sentir medo de estarem em lugares públicos. Nestes casos, um bom planejamento pode fazer toda a diferença. Por exemplo, você pode descobrir onde ficam os toaletes nos restaurantes, shoppings e cinemas antecipadamente, facilitando o acesso na eventualidade de uma crise. Alguns pacientes acham prudente carregar consigo roupas extras e um rolo de papel higiênico para as emergências.
A aceitação do diagnóstico de DC pode acarretar uma série de emoções, desde raiva até uma falsa sensação de alívio por finalmente saber o que está acontecendo. O mais importante é não se perder em sentimentos negativos, de autopiedade, culpa ou solidão.
Apesar da DC ser uma doença crônica com muitas complicações, ela não é considerada fatal e muitas pessoas acometidas são capazes de continuar levando uma vida produtiva e repleta de realizações, ainda que vez ou outra sejam necessárias hospitalizações para tratar crises mais severas.
Para lidar de modo positivo com o fator emocional, é essencial que você continue tentando levar sua vida do modo mais habitual possível. Alguns dias parecerão mais difíceis que outros, e a melhor receita para todos eles é exercer um papel ativo no seu tratamento.
Conversar com seu médico e buscar informações detalhadas sobre a doença são armas poderosas para vencer o medo do desconhecido. Além disso, você pode empregar algumas dicas valiosas para reduzir a carga emocional e lidar melhor com o estresse associado à DC:
- Durma: por mais contraditório que possa parecer, os cientistas já provaram que dormir ajuda a resolver problemas. Isso porque seu cérebro não pára e, durante o sono, ele se sente mais livre para procurar novas conexões neuronais - e em uma delas pode estar aquela solução que você tanto procurava!
- Alimente-se direito: tome bastante líquido e siga uma rotina alimentar baseada em frutas, vegetais, legumes e carnes brancas.
- Pratique exercícios regularmente: os exercícios melhoram a saúde física e mental.
- Tenha Hobbies: eles relaxam e distraem ao mesmo tempo em que estimulam e organizam seu mundo interior.
- Estimule sua mente: uma situação estressante não é uma ameaça, mas um desafio para o seu raciocínio. Considere seu cérebro como o músculo mais especializado do seu corpo. Não o deixe atrofiar por falta de estímulo!
- Processe suas emoções: ao sentir uma emoção forte que poderá repercutir sobre você de modo negativo, guarde-a para si por alguns segundos, minutos, horas ou mesmo dias, até ser capaz de fazer uma análise mais racional do que ocorreu.
- E acredite em algo: pessoas "espirituais" tendem a ser mais saudáveis que pessoas "não-espirituais". A prece e a meditação são ferramentas úteis para aliviar o estresse, e nos dão uma consciência mais serena sobre quem somos, quais são os nossos limites e o que realmente tem importância nessa vida.

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26 de junho de 2008

Companhia Siderúrgica Nacional anuncia instalação em Suape

Um acordo fechado na tarde desta quinta (26) entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Enéas Freire, garantiu a vinda de uma instalação da empresa para o porto de Suape.

A siderúrgica vai produzir aços longos e planos, para serem usados na construção civil e em indústrias. As obras devem começar em um ano e o investimento total chega a R$ 10 bilhões.

De acordo com o governo, a iniciativa deve trazer cinco mil empregos para o estado.

da Redação do pe360graus.com

20 de junho de 2008

Adicional de periculosidade só é recebido se há risco

Fonte: Revista Consultor Jurídico.
Se o trabalhador não está mais sujeito a riscos, não há porque a empresa manter o adicional de periculosidade. A eliminação do adicional não significa redução de salário. A constatação é da 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o recurso de um empregado da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

O empregado alegou que foi trocado de função por perseguição da empresa e pedia, além da incorporação do adicional ao salário, indenização por dano moral.
"Evidentemente que se o empregado recebe o adicional mensalmente, essas parcelas repercutem no cálculo das horas extras, por exemplo, mesmo porque se pressupõe que o trabalho suplementar foi realizado sob as mesmas condições de risco. Entretanto, não se trata aqui de garantir a incorporação da parcela, uma vez que, cessadas as condições especiais de trabalho, o pagamento não será mais devido", explicou o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator do recurso.
O ministro informou, ainda, que o adicional de periculosidade não é abordado no artigo 457, da CLT, que trata de comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. "Não há como garantir ao empregado a incorporação do adicional na remuneração", explicou.
Remanejado depois de mais de 10 anos de exercício de atividades enquadradas como de risco, o empregado argumentava que o adicional integrava seu patrimônio jurídico e não poderia ser suprimido. Afirmou também que o remanejamento se deu por represália ao fato de ter ajuizado várias reclamações trabalhistas contra a empresa.
Dano moral
Quanto ao dano moral, o empregado sustentou ter sido "perseguido e atingido em sua dignidade e em seu bolso", já que o remanejamento implicou a perda do adicional. Disse que tal fato o levou a se submeter a tratamento psiquiátrico.
Com base na decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI), que, assim como a primeira instância, também negou os pedidos do trabalhador, a 6ª Turma entendeu que não havia evidência de que a empresa tenha se conduzido de forma ofensiva à intimidade ou à honra do trabalhador. A conclusão foi a de que não houve prejuízo de ordem moral.

"Além de não haver constrangimento ou humilhação que justifique indenização", segundo o ministro, ele "passou a trabalhar no setor pré-operacional e condicionamento de linha de transmissão, atividade compatível com seu conhecimento técnico".
RR 1.759/2001-002-22-00.1