31 de julho de 2008

Segurança é um bom negócio

O tema deste ano da Semana da North American Occupational Safety and Health (NAOSH) (Maio 4-10) foi “Segurança é um bom negócio” ("Safety is Good Business"). O tema chamou a atenção para diversos estudos e relatos que ilustram porque investir em saúde e segurança no local de trabalho pode melhorar a performance financeira da organização. Recentemente, por exemplo, a empresa de investimentos globais Goldman Sachs JBWere divulgou um “business case” mostrando que no período de novembro de 2004 a outubro de 2007, as companhias que não administraram corretamente a saúde e a segurança ocupacionais, tiveram pior desempenho financeiro. Os resultados sugerem que os investidores deveriam considerar as políticas e práticas de saúde e segurança ocupacionais como um fator, ao decidirem sobre em que deveriam investir. Um segundo exemplo pode ser encontrado no Liberty Mutual Workplace Safety Index, 2008. A divisão de seguros da companhia estimou que empregadores dos Estados Unidos em um ano pagaram cerca de US$ $48.3 bilhões de custos diretos para empregados com lesões e para os serviços de tratamento médico, ou seja, quase US$ 1 bilhão por semana. De fato, considerando todos os custos associados com doenças e lesões no local de trabalho, chega-se a um total de US$170 bilhões por ano para as empresas. Esta é uma despesa que poderia ser evitada e que atinge diretamente o bottom line. Fonte: Safety Is Good Business Foulke, Edwin Jr, 1 May 2008. Professional Safety, Volume 53; Issue 5; p. 56. Solicitar o texto completo à chave euak
Ver também:
·
Making the Business Case for Safety and Health – (OSHA 2008)
· Goldman Sacks JBWere finds evaluation links in workplace health and safety data (October 2007)
· 2007 Liberty Mutual Workplace Safety Index. Liberty Mutual Insurance Company, (2008),

30 de julho de 2008

26 de julho de 2008

Saúde e segurança do trabalho cada vez mais em pauta

Fonte: Site Panashop - Guia de Empresas do Paraná.

Os custos gerados por problemas relacionados à saúde dos funcionários estão fazendo com que os gestores de Recursos Humanos tratem como prioridade a prevenção de problemas bucais e doenças crônicas, como hipertensão e males respiratórios.

De acordo com pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Instituto de Pesquisas em Saúde da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), um elevado número de empresas passou a adotar programas para prevenir doenças. O estudo analisou 30 multinacionais da Europa, Ásia e Américas e constatou que mais da metade delas tem alguma ação voltada para a saúde dos colaboradores.

Em Curitiba, a empresa Doria Construções Civis, além de promover a segurança no trabalho por meio de manuais internos, palestras e equipamentos de proteção, oferece em parceria com o Seconci, o serviço social do Sindicato das Indústrias da Construção Civil, assistência odontológica e médica a todos os funcionários. Os funcionários da construtora não precisam deixar o trabalho para receber tratamento dentário. Um consultório completo com dentistas, equipamentos e instrumentos necessários para extração de dentes, profilaxia e restaurações é instalado dentro de um trailer que se locomove por todas as obras da empresa. O serviço existe desde 1992 na construtora e beneficia cerca de 450 trabalhadores nas obras.

Além do tratamento odontológico, os funcionários da construtora passam por um exame pré-admissional completo e podem consultar os médicos do Seconci sempre que necessário. Especialistas nas áreas de cardiologia, ortopedia, urologia, oftalmologia, ginecologia, gastroenterologia e clínica geral estão à disposição dos trabalhadores, sendo que os exames e consultas são pagos pela empresa e o funcionário não tem despesa alguma. As avaliações e treinamentos pré-admissionais são realizados durante o contrato em períodos determinados de acordo com cada função, justamente para saber os riscos e problemas que os funcionários estão expostos. Para a presidente da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho (APAMT), Keti Stylianos Patsis, as consultas preventivas são fundamentais. "Em Medicina dizemos que o melhor tratamento só pode começar com o diagnóstico correto. Portanto, diagnosticar os riscos de agravo à saúde do trabalhador é o primeiro passo para a ação", explica.

Além de garantir o bem-estar dos funcionários, a presidente da APAMT acredita que a preocupação com a saúde do trabalhador pode se tornar fundamental para a saúde financeira do empreendimento. "Várias empresas já entenderam que contribuir com a manutenção da saúde do trabalhador é um bom negócio do ponto de vista financeiro, pois evita despesas extras com indenizações e ajuda a manter uma boa imagem", finaliza.

25 de julho de 2008

Peça teatral será apresentada a trabalhadores do dique seco

Fonte: Jornal do Sul (Rio Grande do Sul)

A peça teatral "Só Depende de Nós" será novamente apresentada em Rio Grande. Será no próximo dia 4, às 16h, no auditório do Cidec–Sul da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). O espetáculo é oferecido pela Petrobras, em parceria com a WTorre Engenharia/Estaleiro Rio Grande, empresa responsável pelas obras de construção, no Superporto rio-grandino, do primeiro dique seco de grande porte do País, e a Furg, para toda a força de trabalho mobilizada no empreendimento.

O roteiro conta a história do Arnaldo, pai de família e funcionário exemplar que trabalha em uma empresa que não tem um sério comprometimento com a segurança do trabalho, colocando em risco a vida de muitos trabalhadores. Fazendo uma concorrência pelo menor preço, a empresa resolve adquirir equipamentos elétricos de um fabricante inescrupuloso, que os vende sem o devido Certificado de Conformidade. Com isso, a segurança do Arnaldo e a felicidade da sua família podem mudar completamente.

Além de conscientizar sobre a segurança no trabalho de maneira muito eficaz, através da linguagem cênica, a peça demonstra claramente como uma seqüência de eventos e atitudes inadequadas pode culminar em um grave acidente de trabalho. É uma dramatização idealizada especialmente para os trabalhadores, transmitindo uma mensagem sobre segurança que é válida para todas as áreas de trabalho tais como: utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), cuidados com as mãos, emprego de equipamentos elétricos, importância do certificado de conformidade de produtos e equipamentos, gestão de áreas classificadas e emissão permissão de trabalho, dentre outros.

Outro aspecto importante que é tratado na peça se refere à importância do ambiente familiar do trabalhador na prevenção de acidentes do trabalho e como ele pode ser afetado negativamente na ocorrência de um evento acidental indesejado. São 15 atores profissionais em cena, num cenário de três andares, com um argumento envolvente e dramático.

24 de julho de 2008

Sete mineiros mortos e 29 presos desde segunda-feira em mina inundada na China

PEQUIM (AFP) — Sete mineiros morreram depois da inundação do poço de entrada de uma mina de carvão, segunda-feira no sul da China, e outros 29 permaneciam presos no local, anunciou nesta quarta-feira o governo chinês.

No total, 21 mineiros da mina de Nadu foram salvos, indica o Serviço de Segurança no Trabalho em seu site. A mina fica localizada na província de Guangxi.

Cerca de 800 socorristas tentam bombear a água do poço e retirar os mineiros que continuam presos no local, segundo a Nova China.

Cerca de 3.800 pessoas morreram em 2007 nas minas chinesas, as mais perigosas do mundo, segundo o governo, mas as organizações independentes avaliam o número de mineiros mortos em quase 20.000 por ano.

22 de julho de 2008

Diante do horror do mundo, temos de ser felizes

ARNALDO JABOR

O Brasil está se defrontando com o absurdo de sua estrutura institucional. Esta explosão galáctica da crise entre polícia, política, Judiciário, empresariado, Estado e capital revela o tumor do absurdo nacional. Olho em volta e tenho de comentar o incompreensível, o indestrutível, o inexplicável, o inevitável, o incurável, o impossível. É desanimador.
Deprimo porque vivemos no Brasil uma dupla mensagem: tragédia nas notícias e gargalhadas nas revistas de celebridades. Dentro da paisagem tenebrosa, somos obrigados a ser felizes. Hoje em dia é proibido sofrer. Temos de "funcionar", temos de rir, de gozar, de ser belos, magros, chiques, tesudos, em suma, temos de ter "qualidade total", como os produtos.
Para isso, há o Prozac, o Viagra, os "uppers", os "downers", senão nos encostam como mercadorias depreciadas.No entanto, a depressão tem grande importância para a sabedoria; sem algum desencanto com a vida, sem um ceticismo crítico, ninguém chega a uma reflexão decente. O bobo alegre não filosofa, pois, mesmo para louvar a alegria, é preciso incluir o gosto da tragédia.
No pós-guerra, tivemos o existencialismo, o suicídio da literatura com gênios como Beckett e Camus ou o teatro do absurdo, o homem entre o sim e o não, entre a vida e o nada.A infelicidade de hoje é dissimulada na alegria obrigatória."A depressão não é comercial", lamentou um costureiro gay à beira do suicídio, mas que tinha de sorrir sempre, para não perder a freguesia. O bode pós-moderno vem da insatisfação de estar aquém de uma felicidade prometida pela propaganda e pelo mercado.
É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Ninguém quer ser "sujeito", com limites, angústias; homens e mulheres querem ser mercadorias sedutoras, como BMWs, Ninjas Kawasaki. E aí, toma choque, toma pílula, toma tarja preta. Só nos resta essa felicidade vagabunda fetichizada em êxtases volúveis, famas de 15 minutos, "fast fucks", raves sem rumo.
O mercado nos satisfaz com rapidez sinistra: a voracidade, o tesão, o amor.E pensamos: "E se não houvesse mais desejo? Eu posso escolher o filme ou música que quiser, mas, nessa aparente liberdade, "quem" me pergunta o que eu quero?A interatividade é uma falsificação da liberdade, pois ignora meu direito de nada querer.
Eu não quero nada. Não quero comprar nada, não quero saber nada, quero ficar deprimido em paz.Estava neste ponto do artigo quando um Ananda Rubinstein, cientista política, me enviou um texto chamado "Elogio da melancolia", de Eric G. Wilson, da Universidade de Wake Forest. Veio a calhar. Com destreza acadêmica, ele aprofunda meus conceitos. Ele escreve: "Estamos aniquilando a melancolia. Inventaram a ciência da felicidade.
Livros de auto-ajuda, pílulas da alegria, tudo cria um ‘admirável mundo novo’ sem bodes, felicidade sem penas. Isto é perigoso, pois anula uma parte essencial da vida: a tristeza." Ele continua: "Não sou contra a alegria em geral, claro... Nem romantizo a depressão clínica, que exige tratamento. Mas sinto que somos inebriados pela moda americana de felicidade.Podemos crer que estamos levando ótimas vidas simpáticas e livres quando nos comportamos artificialmente como robôs, caindo no conto dos desgastados comportamentos ‘felizes’, nas convenções do contentamento.
Enganados, perdemos o espantoso mistério do cosmo, sua treva luminosa, sua terrível beleza. O sonho americano de felicidade pode ser um pesadelo. O poeta John Keats morreu tuberculoso, em meio a brutais tragédias, mas nunca denunciou a vida. Transformou sua desgraça em uma fonte vital de beleza.
As coisas são belas porque morrem - ele clamava. A rosa de porcelana não é tão bela como aquela que desmaia e fenece. A melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza. Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte.Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida.
A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender o ‘status quo’ banal e imaginar inéditas possibilidades de existência. Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo, previsível como metal. Deste modo, o mundo se torna desinteressante e morre. Todo mundo ficaria contente com o que lhe é dado (que, alias, é o sonho do mercado - a satisfação completa do freguês).
Mas quando a gente permite que a melancolia floresça no coração, o universo, antes inanimado, ganha vida, subitamente. Regras finitas dissolvem-se diante de infinitas possibilidades.A felicidade torna-se pouco - passamos a querer algo mais: a alegria (‘joy’). Mas, por que não aceitamos isso e continuamos a desejar o inferno da satisfação total, a felicidade plena? A resposta é simples: por medo.
A maioria se esconde atrás de sorrisos tensos porque tem medo de encarar a complexidade do mundo, seu mistério impreciso, suas terríveis belezas. Para fugir desta contemplação atemorizante, nos perdemos em distrações vãs e em um bom humor programado. Somos de uma natureza incompleta, somos de vagas potencialidades, e isto faz da vida uma luta constante em face do desconhecido.
Usamos uma máscara falsa, sorridente, um disfarce para nos proteger do abismo. Mas, este abismo é também nossa salvação.Ser contra a felicidade é abraçar o êxtase.A aceitação do incompleto é um chamado à vida. A fragmentação é liberdade. É isso aí. A felicidade tem um pouco de tristeza.

16 de julho de 2008

Análise de Riscos: WHAT-IF (WI)

Fonte: UFSC

O procedimento What-If é uma técnica de análise geral, qualitativa, cuja aplicação é bastante simples e útil para uma abordagem em primeira instância na detecção exaustiva de riscos, tanto na fase de processo, projeto ou pré-operacional, não sendo sua utilização unicamente limitada às empresas de processo.

A finalidade do What-If é testar possíveis omissões em projetos, procedimentos e normas e ainda aferir comportamento, capacitação pessoal e etc. nos ambientes de trabalho, com o objetivo de proceder a identificação e tratamento de riscos.

A técnica se desenvolve através de reuniões de questionamento entre duas equipes. Os questionamentos englobam procedimentos, instalações, processo da situação analisada. A equipe questionadora é a conhecedora e familiarizada com o sistema a ser analisado, devendo a mesma formular uma série de quesitos com antecedência, com a simples finalidade de guia para a discussão. Para a aplicação o What-If utiliza-se de uma sistemática técnico-administrativa que inclui princípios de dinâmica de grupo, devendo ser utilizado periodicamente. A utilização periódica do procedimento é o que garante o bom resultado do mesmo no que se refere à revisão de riscos do processo.

Da aplicação do What-If resultam uma revisão de um largo espectro de riscos, bem como a geração de possíveis soluções para os problemas levantados, além disso, estabelece um consenso entre as áreas de atuação como produção, processo e segurança quanto à forma mais segura de operacionalizar a planta. O relatório do procedimento fornece também um material de fácil entendimento que serve como fonte de treinamento e base para revisões futuras.

Segundo DE CICCO e FANTAZZINI (1994b), nas culturas empresarias mais eficientes no controle de riscos, os procedimentos dos departamentos técnicos e as equipes de análise produzem revisões rápida e eficientemente. Os mesmos autores sugerem, ainda, alguns passos básicos quando da sua aplicação:

a) Formação do comitê de revisão: montagens das equipes e seus integrantes;

b) Planejamento prévio: planejamento das atividades e pontos a serem abordados na aplicação da técnica;

c) Reunião Organizacional: com a finalidade de discutir procedimentos, programação de novas reuniões, definição de metas para as tarefas e informação aos integrantes sobre o funcionamento do sistema sob análise;

d) Reunião de revisão de processo: para os integrantes ainda não familiarizados com o sistema em estudo;

e) Reunião de formulação de questões: formulação de questões "O QUE - SE...", começando do início do processo e continuando ao longo do mesmo, passo a passo, até o produto acabado colocado na planta do cliente;

f) Reunião de respostas às questões (formulação consensual): em sequência à reunião de formulação das questões, cabe a responsabilidade individual para o desenvolvimento de respostas escritas às questões. As respostas serão analisadas durante a reunião de resposta às questões, sendo cada resposta categorizada como: - resposta aceita pelo grupo tal como submetida; - resposta aceita após discussão e/ou modificação; - aceitação postergada, em dependência de investigação adicional. O consenso grupal é o ponta chave desta etapa, onde a análise de riscos tende a se fortalecer;

g) Relatório de revisão dos riscos do processo: o objetivo é documentar os riscos identificados na revisão, bem como registrar as ações recomendadas para eliminação ou controle dos mesmos.